quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sumida


Uma historinha incompleta de breves momentos de Devaneios meus rs
Contemplem


1. Sonho
Tudo começa com um sonho, como posso dizer, inicialmente parece ser brevemente feliz.
Era um dia claro, daqueles que você mal consegue abrir os olhos, me vejo caminhando tranquilamente em o que se parece com um parque, olho pra frente e vejo 4 silhuetas altas, conhecidas, olhar para elas me trazia uma sensação boa, de paz. Um jato passa cortando o céu o que me atrai o olhar, forço um pouco a visão tentando olhar para aquele longo céu azul, me chamam. Olho pra frente sendo atraída pelo chamado e meus olhos se encontram com a de uma mulher, olhos iguais aos meus, só que mais velhos, mais experientes, mais maduros. Ela sorri, e estica os braços mas eu só continuo a olha-la, como é bonita, apesar de sua idade é uma mulher alta, de corpo largo mas esbelto, seus cabelos cacheados e curtos, olhar para ela me trazia segurança, sentia que o mundo podia acabar mas nada ia me acontecer se eu estivesse ao seu lado, me chama mais uma vez e continua a sorri mas dessa vez seus olhos mudam para preocupados, então decido parar de enrolar e corresponder aos seus chamado , aos seus gestos.
Bem, por aqui terminamos a parte brevemente feliz.
Depois disso a unica coisa que posso dizer é que metaforicamente dizendo, o céu começa a pegar fogo, o chão se abre, o dia se torna noite, tudo fica estrondosos, turbulento, gritos, medo, pavor. Olho pra frente a procura daqueles braços que me estendiam, eu os quero mais do que nunca, eu procuro freneticamente, e então encontro seus olhos, seus olhos gritavam pra mim, me chamavam no maior ar de desespero, seus braços ressurgem, eu os busco, eu os quero, estou quase sentindo seus dedos, seu calor, sua proteção, seu amor.
- Mãe!


2. O silencio
Então subitamente toda aquele loucura acaba, silencio, tão silencioso que chega doer os ouvidos, me sinto como se estivesse flutuando, não sentia frio, nem calor, não sentia o meu corpo é como se eu não o tivesse, o silencio, não havia ruídos, aterrorizante, mas tranquilizante, eu morri?
Então meus olhos se abrem e toda aquela dormência se vai,  como mil facadas em 1 segundo sinto o mundo sobre o meu corpo, meu corpo pesava mil quilos e doía como se um elefante estivesse sentado nele, me remexi, senti mais dor, dor, muita dor. Apesar dos meus olhos estarem abertos eu só enxergo com o direito, sei que estou deitada, sei que estou muito machucada, mas não sei onde estou, não sei o que ouve, não sei por que estou assim, só sei que estou ferida, será que estou sangrando? será que tem algo quebrado? onde estou? será assim? depois de tudo, um sonho, um medo, a dor e a morte, sem explicações, sem motivos, fecho os olhos e respiro fundo, minha mente estava um caos...
(...)
Continua