quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Os monstros

A quase 6 anos atrás eu estava consumida por um grande buraco no meu peito. Eu não tinha vontade de comer, eu não tinha vontade de falar, eu só queria dormir e chorar pelo resto da minha vida, algumas vezes eu tinha vontade de dormir para sempre, sim aquele desejo era o mais forte, eu queria poder fechar os olhos e esquecer de tudo, fingir que tudo aquilo não se passava de um pesadelo muito ruim, e que fechando os olhos de alguma forma eu iria acordar pra a verdadeira realidade.
Sim eu queria poder viver no meu mundo dos sonhos, nele a historia se repetia mas tinha um final diferente, nele as coisas estavam bem, eu ainda tinha a minha mãe para me abraçar, eu ainda tinha um pai que eu acreditava ser uma boa pessoa, eu não precisava lidar com os meus irmãos e seus problemas, eu poderia ser só mais uma garota de 15 anos
Eu odiava o fato de ter sonhado a minha vida inteira com aquele fato, odiava ter previsto aquilo desde criança, era o meu pior pesadelo, quantas vezes quando eu era pequena eu acordava chorando com pesadelos onde minha mãe morria e minha vida virava uma merda? Porque mesmo pequena eu já sabia como ia ser, por isso continua a acreditar que ainda estou presa naqueles pesadelos que tinha e que a qualquer momento eu vou acordar, correr pelo corredor até o quarto de meus pais, bater na porta e receber uma mão sonolenta a abrindo, pra logo depois ser abraçada e beijada e ser sussurrado nos meus ouvidos que aquilo foi só um pesadelo, que está tudo bem, que ela esta ali ainda, que ela esta bem.
6 anos se passaram e você acha que se acostuma com a vida do jeito que ela está, o tempo é injusto e ele não espera pra passar voando, mas mesmo depois de 6 anos e você achar que já é uma adulta e já sabe lidar com a vida você se pega acordada mais uma vez na madrugada a espera do sono que nunca vai chegar, olhando pro teto e chorando pois naquele momento você só queria poder escutar as palavras de conforto dela.
6 anos se passaram e eu vivo uma vida de fachada, o meu sorriso é falso e minha cabeça nunca está por aqui. Eu sinto uma eterna infelicidade, e sinto perdida, me sinto sozinha, e tenho medo quando minha mente fica muito barulhenta, eu sinto uma confusão mental, é quase que um delírio e assim não consigo organizar as coisas, perco o controle e pensamentos que enterrei lá no fundo volta a tona, pensamentos egoísta, pensamentos que irão me quebrar e as pessoas que se importam comigo junto, mas não tem jeito, por mais que eu rejeite eles continua a voltar a tona, e eu tenho medo, eu tenho muito medo.
E assim eu percebo que tanto faz se são 6 anos ou 6 dias, as merdas ainda estão ali se acumulando e eu tenho somente as enterrados mas nunca me livrei, poderia ser só um luto pela sua morte, mas não são só, são os efeitos colaterais, são os problemas que já existiam piorando, são os novos surgindo, são aqueles que eu enterro até muito antes disso, é a falta de perspectiva, de esperança, de vontade, é o cansaço eterno, é a minha própria hipocrisia, é a minha pessoa, é a minha infelicidade
Eu só queria que tudo acabasse, eu juro que tentei, eu já tentei e continuo tentando, mas as vezes a força acaba, e você se sente sozinho.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Eu não vou te amar

Será que alguém será capaz de fazer meu coração bater mais forte? Já me disseram que isso se chama Demisexual, será?

Entre os mistérios da vida esta a paixão. Algo nesse universo decidiu que muitos se apaixonariam por mim mas que a ninguém eu iria me apaixonar. Assim sendo tentei corresponder a muitos sentimentos, mas no fim só fiz machucar aqueles do que a mim mesmo.

Pois até esse momento onde escrevo estou aqui esperando por aquele tal sentimento que muitos dizem já ter sentindo, estarem sentindo ou vivem sentindo por ai. Esse sentimento que nunca quis dar as graças pelas bandas do mundo da Nanirine

Não é que eu não ame, entenda. Amar é diferente de Paixão, pelo menos é o que dizem por ai. Eu amo minha mãe, meus irmão, minha Amiga, meus amigos

E paixão é diferente de atração, é o que também dizem por ai. Eu me sinto atraída por certos tipos de 
pessoas, por certos tipos de beleza, personalidade, gestos, costumes dentre outros.
Mas ainda assim, nunca cai de amores por ninguém, ninguém.

Ah muitos que me dizem que eu tenho sorte, mas eu não entendo como isso pode ser sorte. Tantas pessoas boas já se declararam pra mim, tantas pessoas foram honestas ao dizer seus sentimentos por mim, e eu desejava tanto sentir aquele mesmo sentimento, corresponder com a mesma intensidade, poder ter alguém assim do mesmo lado, mas no fim é sempre um sentimento unilateral, lá do lado de lá, onde eu não correspondo nunca. Eu machuco corações, machuco pessoas que gostam de mim, pois algo em mim as fez sentir-se assim, mas sempre acaba comigo nunca me sentindo igual.. e eu fico assim, como isso pode ser sorte?


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Questionadora


Em primeiro lugar, Feliz 2015! Bem, como eu tinha comentado no post de abertura eu sou um garota viajada e que amava refletir sobre o mundo desde pequena, aqui esta um pequeno texto que achei de um velho caderno datado em 20 de Julho de 2003, eu tinha 8 anos nessa época. :)

Sou uma garota insegura
Tentando descobrir por que veio ao mundo
Tentando compreender as pessoas
Por que são tão intolerantes?
Por que não aceitam as diferenças?
Culturas, Religiões
Por que se acham tão certas?
Donas da verdade?
Julgadoras?
Qual o problema com as outras crenças?
Qual o problema em amar de outras formas?
Qual o problema em desejar ser você mesma?
Eu não entendo as criaturas humanas
Tão cheias de Tabu
Tão carregadas de preconceitos
Tão ignorantes do mundo que os cerca
Desde pequena eu nunca entendi as regras desse mundo...

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Hoje, eu vou visitá-lo

Olá pessoas
Hoje vou postar um texto que criei pra minha matéria da Faculdade, Oficina de Leitura e Escrita.
A ideia era fazer um texto com quebra de expectativa, minha note foi 9,5 \o/
Contemplem...

Hoje, eu vou visitá-lo

Já faz um bom tempo que venho tomando coragem e hoje, finalmente, decidi. Ao olhar para o horizonte já posso avistar a torre da capela e assim sei que não estou muito longe do cemitério, está decidido, hoje eu vou visita-lo. Visitar alguém nessas circunstancias é realmente difícil, então é normal que eu esteja tão insegura, ele foi sempre alguém que eu amei por isso, nunca esperava que a vida tomasse esse destino, mas quem poderia esperar?
  Ao virar a esquina já podia avistar o longo paredão daquele velho cemitério e novamente me bateu aquele medo, visitá-lo significa finalmente aceitar a realidade, que será impossível tê-lo mais uma vez ao meu lado.
              Desde o dia daquele terrível desastre que interrompeu o nosso destino até que eu tomasse consciência da minha real situação, passei dias vagando por ai a procura dele, mas era uma procura sem rumo, pois perdida como eu estava demorei em entender que o único lugar que eu poderia vê-lo era naquele velho cemitério. Será lá que ele a partir de agora sempre vai está?
              Ao chegar ao vasto gramado daquele lugar, apesar de arrodeada de túmulos e lápides eu realmente não me sentia mais tão aterrorizada como eu imaginava que iria ficar e bastou uma breve olhada para que eu pudesse avista-lo, lá estava o meu amor.
             Ao me aproximar toda a sua existência piscou em minha m
ente, o seu rosto, a sua voz, e finalmente ao ficar de frente com aquela lápide não pude deixar de lamentar, pois lá está ele exatamente como eu imaginava, trazendo flores ao túmulo que jaz o meu próprio nome.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sumida


Uma historinha incompleta de breves momentos de Devaneios meus rs
Contemplem


1. Sonho
Tudo começa com um sonho, como posso dizer, inicialmente parece ser brevemente feliz.
Era um dia claro, daqueles que você mal consegue abrir os olhos, me vejo caminhando tranquilamente em o que se parece com um parque, olho pra frente e vejo 4 silhuetas altas, conhecidas, olhar para elas me trazia uma sensação boa, de paz. Um jato passa cortando o céu o que me atrai o olhar, forço um pouco a visão tentando olhar para aquele longo céu azul, me chamam. Olho pra frente sendo atraída pelo chamado e meus olhos se encontram com a de uma mulher, olhos iguais aos meus, só que mais velhos, mais experientes, mais maduros. Ela sorri, e estica os braços mas eu só continuo a olha-la, como é bonita, apesar de sua idade é uma mulher alta, de corpo largo mas esbelto, seus cabelos cacheados e curtos, olhar para ela me trazia segurança, sentia que o mundo podia acabar mas nada ia me acontecer se eu estivesse ao seu lado, me chama mais uma vez e continua a sorri mas dessa vez seus olhos mudam para preocupados, então decido parar de enrolar e corresponder aos seus chamado , aos seus gestos.
Bem, por aqui terminamos a parte brevemente feliz.
Depois disso a unica coisa que posso dizer é que metaforicamente dizendo, o céu começa a pegar fogo, o chão se abre, o dia se torna noite, tudo fica estrondosos, turbulento, gritos, medo, pavor. Olho pra frente a procura daqueles braços que me estendiam, eu os quero mais do que nunca, eu procuro freneticamente, e então encontro seus olhos, seus olhos gritavam pra mim, me chamavam no maior ar de desespero, seus braços ressurgem, eu os busco, eu os quero, estou quase sentindo seus dedos, seu calor, sua proteção, seu amor.
- Mãe!


2. O silencio
Então subitamente toda aquele loucura acaba, silencio, tão silencioso que chega doer os ouvidos, me sinto como se estivesse flutuando, não sentia frio, nem calor, não sentia o meu corpo é como se eu não o tivesse, o silencio, não havia ruídos, aterrorizante, mas tranquilizante, eu morri?
Então meus olhos se abrem e toda aquela dormência se vai,  como mil facadas em 1 segundo sinto o mundo sobre o meu corpo, meu corpo pesava mil quilos e doía como se um elefante estivesse sentado nele, me remexi, senti mais dor, dor, muita dor. Apesar dos meus olhos estarem abertos eu só enxergo com o direito, sei que estou deitada, sei que estou muito machucada, mas não sei onde estou, não sei o que ouve, não sei por que estou assim, só sei que estou ferida, será que estou sangrando? será que tem algo quebrado? onde estou? será assim? depois de tudo, um sonho, um medo, a dor e a morte, sem explicações, sem motivos, fecho os olhos e respiro fundo, minha mente estava um caos...
(...)
Continua

sábado, 5 de julho de 2014

Borboletas negras

"Nesse mundo, sinto falta do único que me faz ser quem sou."
E o quem eu sou, eu sou uma coisa que ainda não descobrir, quando me olho no espelho eu percebo que o tempo esta passando e eu me pergunto, quem eu sou?

Sou aquela tola e ingenua criança que achava ser mais esperta do que um adulto? Sou aquela menina que sem saber motivos tinha curiosidades sexuais e uma maldade escondida por de trás?

Quem eu sou? Acho que com o tempo fui moldando uma personalidade que desconheço, isso o que me tornei é o que realmente sou? ou é o que eu quero ser? ou que eu me fiz ser?
Uma garota tímida, calada, metida a sem preconceitos, boazinha, paciente.. Eu não acho que eu seja essa boa pessoa, na verdade eu vejo uma garota muito má escondida no mais profundo fundo do meu coração, alguém que eu não gostava de ser e tentei esconder ao máximo, eu abafei, escondi ao ponto de esquecer.

Preocupada com a aparência, na verdade sou uma garota desleixada, viciada, sem anseios da vida.
Eu minto, e minto e minto, talvez não sejam mais grandes mentiras de quando eu era uma criança mas ainda são mentiras, algo a mais, adicionando algo que não existe, enfeitando.

Eu não gosto de mim mesmo, não gosto da minha existência, da minha pessoa. Eu tenho medo da minha própria natureza, por que eu sei que a minha natureza bate de frente com a meu ideal de ser.
Eu tenho memorias e sentimentos que me pergunto se garotas crianças deveriam ter, de onde surgiu aqueles desejos, de onde surgiu aquelas vontades, de onde surgiu aquelas ideias? Onde eu vi, ou aprendi sobre aquilo? Eu não me lembro, eu não me lembro mas... uma meninas de 6 anos não pode ter aquilo da mente do nada, deve existir algo.


As vezes eu penso que tudo isso esteja relacionado a uma outra vida, talvez eu tenha tido uma outra vida, e não tenha sido a melhor das pessoas, sinto que sei de coisas do mundo, de um ponto que os outros não veem. Eu sinto que sei como é morrer, sempre me vejo tendo a esperança de ficar viva e pá.. la fui eu sento morta, meus sonhos voando, minhas pequenas previsões, intuições, por que eu sei o segredo do mundo de forma tão fácil? A relação entre as pessoas, na amizade e no amor, saber agir nesse meio é tão fácil, e as pessoas são tão tolas agindo sempre da maneira mais estupida de ser, e vivendo conflituosamente, eu talvez, por sorte não me enchi de valores, valores de mais te limita a vida, a ver o mundo de outra maneira, eu não quero valores, eu quero o mundo, e não o mundo limitado.
Quem sabe, você sabe? Eu ainda não sei.

Devaneios da Nanirine

Se você procurar no meu quarto vai achar facilmente cadernos, muitos cadernos, com muitos devaneios escritos.
Essencialmente dizendo, eu sou uma pessoa bastante viajada. 50% do tempo eu estou em outro lugar na minha mente, criando um próprio mundo e quando sempre posso escapulindo da realidade e por lá passeando.
Mas ficar no meu próprio mundo as vezes fica chato, pois a criatividade acaba e as historias do qual eu gosto de ficar vivenciando na minha mente se tornar repetitiva, e a cabeça também dói se você fica filosofando e refletindo sobre coisas profundas demais ou complicadas demais.
Engraçado que quando eu era criança eu tinha uma amiga que gostava de me insultar mandando eu parar de "filosofar", e isso eu só tinha 8 anos de idade, rs. Na realidade eu já viajava em muitas coisas naquela época e por isso eu deveria falar muito dessas coisas viajadas, coitada dessa minha amiga, rs.
Por fim, livros, mangás e HQs são as respostas, sim, fuga. Eu nunca li porque ser cult esta na moda, rs, ou porque um livro esta na moda, ou porque ser geek, nerd, fã da marvel ou qualquer outra coisa ai esteja na moda, claro que esta ou não na moda não ira me impedir de ler, é tudo uma questão de se é interessante ou não, mas, o mais importante é a fuga.
Então eu leio, pois é a maneira mais rápida e fácil de fugir da realidade, e também a cada leitura eu absorvo algo de novo, eu aprendo algo novo, novas palavras, novos pontos de vistas, novas culturas, novo tudo, e por que assim me auto declaro a Rainha da Curiosidade, pois se eu não sei de algo, eu então gostaria muito de saber.

~

E assim eu apresento a vocês meu novo (yep, mais um pra coleção kkkk) blog, Devaneios da Nanirine onde aqui irei simplesmente falar sobre coisas aleatórias que surgem na minha cabeça pra sabe né, quando eu morrer, as pessoas poderem ler e entenderem, ou não, melhor sobre a minha pessoa. Eu posso morrer amanhã ou então em 2095, tanto faz. :D
Se puderem, visitem meus outros Blogs:
Nanirine
Beginning of the End
Nanii's Tea Time
Underground-Ba